dezembro 11, 2003

Dos sons

nada sei desde que ensurdeci e ensandeci
(não, este post não era para aqui.)
uma pedra com olhos, de faca afiada a serrote rombo
(imagine-se que dei/deu um tombo.)
quedas abertas sem pára quedas
braços abertos sem muitas merdas.

para escrever é essencial
uma imensa dose de mal.

uma dose de cagança
uma dose de abandono
uma dose de solidão
uma dose de ausência
e alguma complacência
na rima medonha
muita falta de vergonha
uma dose de ser mono
uma dose de calão
uma dose de esperança.

mas todo o cinismo que mora em mim.
(não, este post não era assim.)

Publicado por 100nada em dezembro 11, 2003 12:39 AM | TrackBack
Comentários

Esse post não era assim, mas lá foi ficando... e ainda bem, Mamã... ao teu melhor nível.

Afixado por: Puto Manhoso em dezembro 11, 2003 07:14 PM

Gostei muito... Lembra-me vagamente o Álvaro e eu não sou como a verdadeira Ofélia

Afixado por: Ofélia Queiroz em dezembro 11, 2003 09:55 PM

Excelente!

Afixado por: Icedtea em dezembro 12, 2003 12:21 AM

Muitoooooooooo bemmmmmmm!!! Gostei!!!

Também eu utilizo,
Alguma dose de esperança.
E muitas vezes preciso,
De solidão e cagança.

Mas para escrever a rimar,
Com esta rima medonha.
Utilizo sem me importar,
Muita falta de vergonha.

Agora não vou utilizar,
Nenhuma dose de mal.
Para te poder desejar,
Bom Ano e Feliz Natal.

Afixado por: maizum em dezembro 12, 2003 02:16 AM
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